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Técnicas de Reprodução Assistida

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Date: Oct 09, 2006 - 11:01 AM

Por Darci L.D. Janarelli
Ginecologista e Sexólogo

Atualmente, devido ao grande avanço da Reprodução Humana é quase impossível um casal não ter filhos. O grande, porém é que como são procedimentos bastante caros, muitos casais acabam por não conseguir a almejada gestação por falta  absoluta de  dinheiro.



As técnicas empregadas em reprodução assistida dependem basicamente da causa da infertilidade, mas todas necessitam do mesmo material: óvulo e espermatozóide de boa qualidade.

As chances de obter a gravidez na 1º tentativa também dependem da técnica utilizada bem como aumenta de acordo com o número de tentativas.

Também é comum à todas as técnicas a indução da ovulação, que consiste na estimulação controlada do ovário através da ação de  hormônios, com a finalidade de recrutar o maior número de óvulos  quanto possível.

Vejamos agora as principais técnicas adotadas e alguns comentários a respeito:

INSEMINAÇÃO INTRA-UTERINA – É a técnica mais simples e menos onerosa, que consiste em depositar espermatozóides na cavidade uterina da mulher que tiveram indução de ovulação prévia. Geralmente o sêmem utilizado é o do parceiro, mas no caso de ausência total de espermatozóides após todas as tentativas pelas diversas técnicas e tratamentos realizados para obtenção dos mesmos pode-se lançar mão do sêmem de doador, encontrados nos Bancos de Sêmem das Clínicas de Reprodução Humana. Se após 3 ciclos, não for obtida a gestação, é recomendado a Fertilização in Vitro.

TRANFERÊNCIA INTRATUBÁREA DE GAMETAS – É o procedimento que consiste na colocação conjunta dos gametas masculino e feminino dentro das tubas uterinas, possibilitando cerca de 50% de taxa de gravidez por ciclo. Bastante onerosa, vem sendo gradativamente abandonada pela maioria dos especialistas.

FERTILIZAÇÃO IN-VITRO E TRANFERÊNCIA DE EMBRIÕES (FIVETE) – Consiste na captação por meio de aspiração dos óvulos recrutados após estimulação ovariana sendo colocados juntamente com espermatozóides capacitados em meio de cultura, no laboratório. Aproximadamente 20 horas após, observa-se se houve fecundação. Na presença de embriões, procede-se a transferência de no máximo 4 embriões (após 35 anos) e 3 embriões (antes 35 anos) para a cavidade uterina, para diminuir a chance de gestação múltipla (gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos). Após teste de gravidez “positivo”, mantém-se a gestação com uso de hormônio até a 12º semana, que é o período de maior risco de perda.

INJEÇÃO INTRACITOPLASMÁTICA de ESPERMATOZÓIDE (ICSI) – Esta técnica que revolucionou a reprodução humana, principalmente em relação ao fator masculino, consiste na micromanipulação de gametas masculinos e femininos, onde o espermatozóide é injetado diretamente dentro do óvulo. Após observar a formação do embrião, respeitando o número a ser transferido, procede-se a transferência para a cavidade uterina e os cuidados são os mesmos da FIV.

Interessante observar nesta técnica, que mesmo espermatozóides imaturos podem ser utilizados, gerando as mesmas taxas de fertilização e gestação.

Claro que todas essas técnicas exigem profissionais capacitados e materiais adequados em ambientes preparados para tais procedimentos, e o que tentei mostrar acima, em brevíssimas palavras é como a ciência tem a possibilidade de ajudar na formação da vida. Pena que nem todos, no nosso mundo, possam usufruir do direito a também terem seus filhos por questões meramente financeiras. De fato, uma lástima. 




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