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Vulvovaginites

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Date: Apr 17, 2007 - 11:33 AM

Por Adriana Sommer da Costa
Psicóloga

A vulvovaginite é uma infecção que, como o próprio nome sugere, se apresenta nos órgão genitais femininos.



Sabe-se que no corpo feminino há defesas naturais contra as  infecções do aparelho genital que se caracteriza pela acidez da vagina e de uma mucosa bem espessa, atuando como uma barreira contra os germes, mas nem em todas às vezes essa “barreira” funciona de maneira eficaz. Quando isto ocorre, a infecção acontece.

Um dos tipos mais comuns e conhecidos de Vulvovaginite é a candidíase vaginal, que se trata de uma infecção genital que tem como característica a secreção vaginal. O fungo causador da candidíase, chamado de Cândida Albicans pode ser encontrado na pele, na mucosa gastrintestinal (oral, esofagiana,e anal) e na mucosa vaginal, podendo não provocar nenhuma alteração.

Cerca de  60% das pessoas com essa infecção tem como agente causador a Cândida Albicans, porém, outros tipos como:  C. Glabrata, C. Tropicales, C. Krusei, também podem provocar processos infecciosos.

Alguns fatores que predispõem o aparecimento da candidíase vaginal:

Por ser considerado um fungo oportunista, a Cândida Albicans necessita de situações que provoquem algumas alterações no sistema imunológico dos indivíduos para se tornar agressiva, “quebrar” a barreira de proteção genital, para assim poder desencadear os sintomas:

- Na gravidez,  por exemplo, há o aumento de níveis hormonais que  provocam o  aumento de glicogênio no organismo, favorecendo o crescimento e a germinação da Cândida Albicans.
- Também as  condições climáticas, como o calor e a  umidade  ajudam no  aumento da agressão do fungo junto ao corpo.
- Antibióticos sistêmicos como tetraciclina , ampicilinas e cefalosporinas;
- Vestuários, como os tecidos sintéticos, desodorantes íntimos, absorventes perfumados e materiais de higiene podem provocar reação alérgica local e ajudar o desencadeamento das vulvovaginites;
- Ddepilação exagerada e freqüente também podem causar uma vulvovaginites;
- A prática do coito vaginal imediatamente após o coito anal, assim como o uso do anticoncepcional  DIU, também pode favorecer as vulvovaginites, já que acabam por modificar a flora vaginal.

As vulvovaginites se manifestam por meio de corrimento vaginal e as características são bastante variáveis. O corrimento, sintoma mais freqüente, pode se apresentar associado a um ou mais sintomas como o prurido vulvovaginal, a dor ou ardência ao urinar e sensação de desconforto pélvico. Salienta-se que esses sinais e sintomas são inespecíficos, além do que, muitas infecções genitais podem ser completamente assintomáticas. Algumas vezes essas doenças podem ocorrer pelo simples problema de má higiene. A melhor maneira  de identificar o problema é fazer um exame ginecológico, observando o aspecto externo da vulva e da vagina, além de colher o material do corrimento para ser bem analisado.

Em mulheres com HIV, as vulvovaginites recorrentes costumam ser mais freqüentes, principalmente quando apresentam o CD4 baixo. Assim como a candidíase oral, que também costuma ter alta incidência entre as pacientes portadoras do vírus HIV.

O tratamento coadjuvante da Candidíase Vaginal visa proporcionar melhorias das situações externas que facilitam a agressividade do fungo.

A Cândida Albicans cresce mais rapidamente em meios quentes, úmidos, fazendo-se necessário que ocorram mudanças de hábitos de higiene e vestimenta, diminuição da umidade local e alcalinização do meio vaginal. O tratamento medicamentoso deve ser feito de sete a quatorze dias e pode ser local e/ou sistêmico.


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